Mas as diferenças não se ficam por aqui. Antes um teste vocacional levava cerca de uma hora a ser feito, hoje os testes são mais específicos, levam mais tempo - um a dois meses - e mais dinheiro. No 9º ano os testes psicotécnicos foram gratuitos e feitos no tempo da aula de educação visual. Actualmente são coisas que se fazem na privacidade do escritório de um psicólogo e, só por isso, já têm um simpático valor acrescido.
Para quem não quer gastar dinheiro, nem tem muito tempo para perder, o site da revista Veja tem à disposição dos leitores um teste simples que indica quais as profissões indicadas para cada um de nós. No 9º ano fiquei a saber que a minha área era, sem dúvida, as letras e que me devia afastar o mais possível dos números e fórmulas estranhas (nada que a minha pessoa de 14 anos já não soubesse). Hoje fiz este teste e voltei a constatar precisamente o mesmo:
Maior pontuação em C
Carreiras mais apropriadas
• Artista plástico
• Dramaturgo
• Educador
• Escritor
• Filósofo
• Jornalista
• Pedagogo
• Professor
• Psicólogo
• Psiquiatra
• Sociólogo
• Terapeuta ocupacional
• Tradutor
São tudo coisas que eu me imagino mesmo a fazer. Só não concordo com o pontinho que diz "artista plástico", que se há coisa para a qual nunca tive jeito foi para artes visuais. Dramática como eu sou podia muito bem ser dramaturga, metade do trabalho já estava feito. Filósofa também não me parece nada mal. Passo metade dos dias a filosofar para dentro, apesar de ninguém me pagar para isso, o que eu acho mal.
Se passam o dia enfiados num escritório sem saber muito bem o que estão ali a fazer; se acham que estariam muito mais felizes a fazer outra coisa mas não sabem bem o quê, então façam o teste e pode ser que vos ajude a tomar uma decisão.
Entretanto fui avisada pela Bardot que aqui o estaminé faz anos! E, pela primeira vez, ia esquecer-me deste facto importantíssimo. Ora aqui está um hobbie que os psicólogos iriam ter em conta para descobrirem qual a minha vocação.
Hoje o blogue Undiscovered faz três anos. Há três anos que uso as palavras escritas para comunicar o que me vai cá dentro. Há três anos que tenho vindo a descobrir que consigo ironizar a minha escrita e fazer rir quem está do outro lado - um facto que desconhecia por completo antes de abrir as portas desta casa.
E vão três.



