Depressão: nome atribuído a um conjunto de alterações comportamentais, emocionais e de pensamento.
Hoje licenciei-me. É um dia feliz, o dia em que nos licenciamos. Sentimos que fica encerrada uma longa parte da nossa vida, a parte dos professores, dos livros, dos testes, dos malvados trabalhos de grupo. E sentimos que começa uma nova etapa. Há o nervoso miudinho no estômago, a expectativa do que vem ai, o desejo de que as coisas nos corram bem e sem grandes pedras pelo caminho. Não é suposto haver lágrimas e gritaria no dia em que nos licenciamos. Vá, quanto muito lágrimas de felicidade enquanto ouvimos as pessoas de quem gostamos gritar PARABÉEEENS!!! No meu caso foi ao contrário. Ouvi os tão desejados "parabéns", recebi beijinhos, mimos e sorrisos. E depois cheguei a casa.
Cá em casa as coisas estão ao contrário. Quem deve apoiar não apoia, implica, diz coisas sem sentido. Quem sempre esperei - pela força do hábito - que deitasse abaixo, criticasse e encolhesse os ombros é, agora, quem está a segurar as pontas, quem apaga os fogos e quem diz "fizeste bem, segue o que sentes, sê fiel a ti mesma". Os papeis inverteram-se. A mãe, que sempre foi a balança, está com uma depressão, coisa que se vem a arrastar... há anos. Há tanto tempo que já perdi a conta. Tem altos e baixos e agora estamos na fase dos baixos. O pai, que sempre desestabilizou um pouco as coisas, é hoje a balança, o equilíbrio e quem atura as coisas sem sentido que vêm do outro lado.
Licenciei-me! Fui hoje saber a última nota. Foi positiva, não foi brilhante mas foi positiva. O professor ainda me começou a fazer umas perguntas sobre a matéria para ver se me conseguia subir mais a nota, mas fui sincera e disse que não ia preparada para aquilo, que já não pegava na matéria há um mês e, como tive de estudar tudo aquilo à pressa, as coisas, com o tempo, tinham-se desvanecido. Mas pronto, tenho a nota e tenho o curso feito!
O que veio a seguir foi mais ou menos: tu és uma desmemorizada! Nunca te lembras de nomes, nunca te lembras de datas, vês um filme às 8h da manhã e ao jantar já não te lembras do nome do actor principal. Estás numa redacção e não te lembras dos nomes das pessoas com quem falas. Eu nem sei como é que fazias os testes! Tiveste sorte, foi o que foi!! Eu bem tentei explicar que sim, que tenho má memória para nomes e datas, pronto é um facto, não há muito a fazer. Mas consigo memorizar tudo o resto. Dêem-me um livro e eu memorizo a história, todos os pontos e todas as virgulas, não esperem é que me lembre do nome do amigo do primo da personagem principal, nem do dia em que ele conheceu o amor da sua vida. Isso realmente iria ser informação que faltava, pronto, paciência, ninguém é perfeito. Eu tentei explicar isto. Mas não consegui. E quando ouvi o outro lado dizer que fiz um curso em 3 anos, sem chumbar, com notas boas por sorte... por sorte!!! Passei-me dos carretos. Berrei um sai-me da frente e não me dirijas mais a palavra que eu não tenho de estar a ouvir isto. É verdade, foi o que eu disse. Não foi bonito, não foi educado e até perdi a razão que podia ter, mas foi mais forte que eu. Ouvir uma pessoa que nos acompanhou desde sempre dizer-nos acabaste o curso porque tiveste sorte não é propriamente aquilo que mais desejamos ouvir. Não num dia como este.
Não sei lidar com isto, com esta doença. Não sei separar as palavras proporcionadas pelos medicamentos das palavras que a pessoa em si diz. Não sei ficar calada quando me enxovalham. Não sei como não reagir quando ouço alguém berrar-me coisas sobre mim que nem sequer são verdade. Acima de tudo, não sei como não me sentir revoltada por ver uma pessoa de quem gosto assim, alterada, a dizer coisas que, noutras circunstâncias, nunca diria, a agir de forma prepotente e altiva sem razões nenhumas para isso. Não sei como não me sentir revoltada por ver alguém importante para mim a cair a pique no fundo do poço sem eu poder, ou sem conseguir, fazer nada para ajudar.
E foi assim, o dia em que eu me licenciei.
Hoje licenciei-me. É um dia feliz, o dia em que nos licenciamos. Sentimos que fica encerrada uma longa parte da nossa vida, a parte dos professores, dos livros, dos testes, dos malvados trabalhos de grupo. E sentimos que começa uma nova etapa. Há o nervoso miudinho no estômago, a expectativa do que vem ai, o desejo de que as coisas nos corram bem e sem grandes pedras pelo caminho. Não é suposto haver lágrimas e gritaria no dia em que nos licenciamos. Vá, quanto muito lágrimas de felicidade enquanto ouvimos as pessoas de quem gostamos gritar PARABÉEEENS!!! No meu caso foi ao contrário. Ouvi os tão desejados "parabéns", recebi beijinhos, mimos e sorrisos. E depois cheguei a casa.
Cá em casa as coisas estão ao contrário. Quem deve apoiar não apoia, implica, diz coisas sem sentido. Quem sempre esperei - pela força do hábito - que deitasse abaixo, criticasse e encolhesse os ombros é, agora, quem está a segurar as pontas, quem apaga os fogos e quem diz "fizeste bem, segue o que sentes, sê fiel a ti mesma". Os papeis inverteram-se. A mãe, que sempre foi a balança, está com uma depressão, coisa que se vem a arrastar... há anos. Há tanto tempo que já perdi a conta. Tem altos e baixos e agora estamos na fase dos baixos. O pai, que sempre desestabilizou um pouco as coisas, é hoje a balança, o equilíbrio e quem atura as coisas sem sentido que vêm do outro lado.
Licenciei-me! Fui hoje saber a última nota. Foi positiva, não foi brilhante mas foi positiva. O professor ainda me começou a fazer umas perguntas sobre a matéria para ver se me conseguia subir mais a nota, mas fui sincera e disse que não ia preparada para aquilo, que já não pegava na matéria há um mês e, como tive de estudar tudo aquilo à pressa, as coisas, com o tempo, tinham-se desvanecido. Mas pronto, tenho a nota e tenho o curso feito!
O que veio a seguir foi mais ou menos: tu és uma desmemorizada! Nunca te lembras de nomes, nunca te lembras de datas, vês um filme às 8h da manhã e ao jantar já não te lembras do nome do actor principal. Estás numa redacção e não te lembras dos nomes das pessoas com quem falas. Eu nem sei como é que fazias os testes! Tiveste sorte, foi o que foi!! Eu bem tentei explicar que sim, que tenho má memória para nomes e datas, pronto é um facto, não há muito a fazer. Mas consigo memorizar tudo o resto. Dêem-me um livro e eu memorizo a história, todos os pontos e todas as virgulas, não esperem é que me lembre do nome do amigo do primo da personagem principal, nem do dia em que ele conheceu o amor da sua vida. Isso realmente iria ser informação que faltava, pronto, paciência, ninguém é perfeito. Eu tentei explicar isto. Mas não consegui. E quando ouvi o outro lado dizer que fiz um curso em 3 anos, sem chumbar, com notas boas por sorte... por sorte!!! Passei-me dos carretos. Berrei um sai-me da frente e não me dirijas mais a palavra que eu não tenho de estar a ouvir isto. É verdade, foi o que eu disse. Não foi bonito, não foi educado e até perdi a razão que podia ter, mas foi mais forte que eu. Ouvir uma pessoa que nos acompanhou desde sempre dizer-nos acabaste o curso porque tiveste sorte não é propriamente aquilo que mais desejamos ouvir. Não num dia como este.
Não sei lidar com isto, com esta doença. Não sei separar as palavras proporcionadas pelos medicamentos das palavras que a pessoa em si diz. Não sei ficar calada quando me enxovalham. Não sei como não reagir quando ouço alguém berrar-me coisas sobre mim que nem sequer são verdade. Acima de tudo, não sei como não me sentir revoltada por ver uma pessoa de quem gosto assim, alterada, a dizer coisas que, noutras circunstâncias, nunca diria, a agir de forma prepotente e altiva sem razões nenhumas para isso. Não sei como não me sentir revoltada por ver alguém importante para mim a cair a pique no fundo do poço sem eu poder, ou sem conseguir, fazer nada para ajudar.
E foi assim, o dia em que eu me licenciei.
Nota: A partir de amanhã o blogue fica com acesso restrito às pessoas a quem enviei o convite. Por uns tempos, e para bem da minha sanidade mental, as coisas ficam a funcionar assim.




27 comentários:
Antes de mais:
MUITOS PARABÉNS!!!!!!!!
TU MERECES!!!
APROVEITA QUE O MOMENTO É TEU!!
BJS*
(agora vou fazer outro comentário sobre o post)
Uhm.... soa-me a ninho vazio a depressão da mãe.
Eu também acabo os meus últimos exames do cruso para a semana (YES!! :P) e sei o que sentes a nível de casa, pois estudo fora de casa. Quando o meu irmão saiu por também ir estudar para fora, foi do piorio...
O melhor a fazer é conversar, ouvir ouvir e puxar pela conversa. Negociar tempo juntos... complicado...
Quanto aos que dizem que se passa "por sorte", fiquem eles a saber que eu não sou surpesticioso! As oportunidades criam-se. O que se fez é pelo nosso mérito. O que irrita a esses é o nosso génio em poder levar as coisas de maneira diferente à deles e mesmo assim sermos melhores.
Fiquei bastante tocada com o que li porque também já passei por momentos familiares bastante parecidos infelizmente.
Tenho quase a certeza que aquilo que o teu pai disse foi sem intenção de o dizer verdadeiramente e por isso mesmo tenta esquecer aquelas palavras que não foram ditas com o coração. Não estejas a "remoer" aquela frase que foi infeliz mas que às vezes dizemos sem pensar.
Em relação à depressão da tua mãe, e por muito que pareça estranho dizer isto tenta distanciar-te um pouco sem deixar de dar o apoio necessário, caso contrário essas depressões acabam por afectar todo o sistema familiar. Tenta focar-te mais na tua vida e nos teus objectivos.
Tou aqui para o que precisares, basta dizeres.
Bjinhos***
Antes de mais muitos muitos parabéns, acredita, não é nada fácil concluir um curso em três anos.
Quanto ao resto, sou sincera, não posso dizer o que deves fazer, nem como deves proceder porque nunca lidei com uma situação dessas de maneira próxima, mas tentar ficar calma, e quando as coisas começarem a descambar, sai do sítio em que estás, vai para outro lado qualquer onde possas pensar com calma e racionalmente, de forma a não dizeres coisas que te possam fazer sentir mal, mesmo que saibas que não foi de propósito. E mesmo sabendo que quem te diz essas coisas não está bem, tenta não stressar... Por mais difícil que te pareca... E acredita, melhores dias virão...
Força =)
bjinho****
Fiquei sem palavras depois de ler tudo o que escreveste. E mesmo assim, depois de meses a ler o que escreves, pela primeira vez tive necessidade de comentar.
Antes de mais: os meus sinceros PARABÉNS, jovem licenciada! :D
Acredita no teu valor e vais ver que tudo te vai sorrir, porque és forte, inteligente, e escreves incrivelmente bem!!
Tudo o resto, vai-se recompor…
Força!
muita força! E principalmente muitos parabens!
O que importa é que percebeste que fizeste mal ao responder impulsivamente e sabes que o que te foi dito não é sentido.
Um beijinho grande
volto a deixar o meu e-mail para me convidares para o blogue: apenas.coracao@hotmail.com
Obrigada pelo mail e fica descansada que sou de confiança ;)
Bjinhos e fica bem!
Antes de mais PARABÉNS pela Licenciatura. Para o resto deixo apenas um beijinho e um abraço. *
Olha miuda, lamento que num dia tão especial ( porque é especial e é importante em nome de toda a dedicação, empenho, sofrimento, privação por que passamos) não tenham sabido estar à altura. Mas a vida é feita de várias familias. Aquela onde nascemos e aquela que escolhemos.
Por isso, e porque também dei assim uma minima ajuda num certo trabalho (que não sei se terá adiantado de muito), venho dizer-te que estou orgulhosa por ti. Estás de parabéns e que um dia ainda vou ler textos teus na visão, na sábado e no público.
beijos e goza este momento que é teu.
Este post tem muito por onde pegar, mas vou talvez ao que considero essencial, baseado um pouco no título que lhe deste. Muitas vezes acontece alguém que sempre foi o bombeiro de todas as situaçoes esgotar-se. E só aí é que a pessoa que provavelmente provocou esse "esgotamento" repensa o seu papel e o seu comportamento. Quando na verdade era tão fácil in the first place comportar-se de forma a que a outra pessoa não tivesse de ser bombeira, mas sim alguém com quem se partilha a vida e a felicidade. Espero que a situação melhore e que consigas lidar com isso...
PS. obrigada por me teres convidado para ler o teu blog!
Muitos parabéns! És Drª. miúda das letras, agora.
Concentra-te na sensação que tiveste quando soubeste a nota e no caminho até casa e tenta agarrar-te a esse momento.
Sabes bem que não foi a sorte que te serviu de carril e o teu pai também o saberá. Talvez ele precisasse de descarregar em alguém um pouco do seu stress, não é justo mas já todos o fizemos.
Quanto à situação da tua mãe, gostava mas não sei como ajudar.
Tens um caminho importante a percorrer por agora, o de tentar ser alguém, e se te concentrares nele talvez a vida comece a ser um pouco mais cor-de-rosa. Afinal tens a vida nas mãos e não vais deixá-la escapar!
Muitos parabéns, coragem e calma!
Quando menos esperares vais voltar a ter um dia feliz a sério.
**
Infelizmente cá em casa, isso por vezes também acontece.. Dizem-se assim as coisas, de qualquer maneira.
Já tenho uma protecção contra isso. Simplesmente não ligo, porque para a pessoa que o disse, na hora a seguir já está tudo igual.
Um beijinho. E parabéns por esta nova fase.
Ora sô'tora Marisa os meus parabéns!!!!!!
Não foi por sorte! Foi porque és uma "miúda das letras" brilhante e super inteligente. E isto é só o que consigo depreender do blog!
Quanto ao resto, não te posso ajudar ou aconselhar porque nunca lidei com nada sequer parecido, basta-me desejar-te força, e o meu email está no perfil :)
um beijo
PARABEEEENS!!
Há doenças que são dificeis, tanto para quem as vive para quem as "convive". As depressões dos outros afectam nos muito.
Mas tu és uma forte, acabaste o teu curso mesmo com a doença da tua mãe.
Não des demasiado valor ao que ela diz, provavelmente não é sentido.
Quando chegar ao trabalho vou ao café ler as revistas sociais todas, para ver onde estás :D
Muitos Parabéns e Não ligues!
É uma fase, vai passar... às vezes demora mais do que estamos à espera.
Gostava muito de continuar a seguir o teu blogue!
Bjs,
Raquel
Parabéns :) é um dia importante, ainda me lembro do meu.
(e ninguém na minha família fez grande festa ou me deu os parabéns convictamente; foi uma coisa esquisita).
Quanto à tua mãe, ela precisa de se tratar. Uma depressão mal tratada é muito perigosa, pode acabar numa doença ainda pior (bipolar, p. ex.). A iniciativa tem que partir dela, mas sentir o apoio familiar é importante. Só posso dar um conselho, se me consentes o atrevimento: é muito importante que a família a apoie e a confronte, terna mas firmemente, com a necessidade de tratamento medicamentoso e psicoterapêutico.
Há ainda muito preconceito relativamente à depressão, ainda há quem ache que não é uma doença a sério, que demonstra uma fraqueza de carácter e falta de força de vontade. Errado. Quem passou por elas sabe bem que não é assim. Ninguém quer estar deprimido, mas é como se se tivesse uma doença auto-imune e resistente à vontade: a pessoa bem quer sair do buraco mas sozinha não consegue.
Força e boa sorte.
Infelizmente, quando alguem está doente não consegue controlar aquilo que diz. E obviamente, ela diz isso para te deitar abaixo, porque é a unica maneira dela se sentir confortavel, ou seja, sentir que não está sozinha "na miséria".
Percebo o teu grito e se calhar até nem podias ter feito outra coisa.
PARABENS para a sra. dra. licenciada ;)
PS. Sugestão: Digitaliza o artigo que escreveste e deixa a malta que lê o teu blog, lê-lo online. ;)
Muitos parabéns então! Agora que fechaste um ciclo, vais ver o alívio que é :)
Um grande beijinho e tudo de bom!
Parabéns pela tua conquista... quanto ao resto com certeza não pensaram antes de o dizer, claro que agora é tarde, já te magoou. Mas o tempo ajudará a amenizar isso. beijinhos
Eu já passei por isso... da primeira vez ainda aguentei, ajudei, apoiei a pessoa na doença. Quando os anos começam a passar e as crises voltam, as vitimizações e os choros... eu não consegui acompanhar =\
Espero que tudo melhore Kitty.
Boa sorte *
Confesso que depois de ler as tuas palavras fiquei feliz e triste ao mesmo tempo :o(
Estou feliz por ti por teres acabado o teu curso, por teres conseguido algo que queres muito e que te esforcaste para alcançar; porém estou triste por saber que estás a passar por situação menos boa em casa, e que a tua mãe anda deprimida. Lê tudo o que puderes sobre depressões (se é que já não o fizeste), ás vezes a informação que obtens sobre o assunto ajuda muito a compreender, lê sobre os medicamentos , possivéis efeitos secundários etc.
Tudo de bom para ti e força nada de tristezas :))
Nunca tive um caso suficientemente próximo para poder dizer seja o que for. Deste lado do ecrã, acredito nas tuas capacidades, e acho que vais chegar longe. Um dia ainda vou ler um artigo todo XPTO num jornal ou quê, e vou dizer: "estás a ver este nome? A "modos" que a leio desde o início. Sempre acreditei que fosse longe."
Beijinhos e força para enfrentar isso tudo.
Muitos parabéns!!
Agora já és uma adulta a sério, só falta mesmo é pagarem pelo teu trabalho.. mas isso chegará.
Quanto à tua mãe, não há explicação ou palavras que te possamos dar que te tirem a dor, mas quando doer pensa com muita sorte que não foi a tua mãe, foi a doença dela, que a tua mãe, lá no fundinho dela, deu-te os Parabéns e já tem uma filha grande.
Beijinhos
Parabéns!!!!!!!!!
Tu escreves realmente muito bem. Li o teu artigo de ponta a ponta e tens razão, são as tuas palavras que lá estão...
O resto...não tenho muitas palavras...mas pecebo-te, infelizmente.
Um beijo carregado de carinho
Eu sei bem o que é isso. A minha mãe sofre do mm há anos. E dói. E pior. Mói. Mói até termos reacções dessas. Eu aprendi a contar até 10. Sempre. E a pensar que aquela não é a minha mãe! Pq a minha mãe nao é capaz de palavras bruscas ou gestos mal intencionados. Não é capaz de me magoar mesmo que eu a magoe. Conta até 10. Até 20. às vezes até 30. E esquece o que ela disse. Ela sabe. E isso é que improta. Mais do que as palavras =)
Ao ler-te um sentimento tremendamente familiar preenche-me. Não pode deixar de me identificar com a situação retratada, talvez por estar na mesma situação académica que a tua, a um pequeno passo de completar e fechar um ciclo de três anos. E também porque nunca senti o apoio familiar que provavelmente seria o mais adequado. Todos os méritos alcançados, foram simplesmente encarados como não mais do que a minha obrigação, e as palavras de apoio que em momentos críticos precisamos, se foram ditas, e foram muito poucas foram sempre num tom de indiferença vincada.
Por isso compreendo-te na perfeição, porque acaba por ser um quadro que tão bem conheço na plenitude do dia-a-dia.
E é por toda esta conjectura de factores, que não posso deixar de te presentear com os meus mais sinceros parabéns! Parabéns, completas-te uma etapa fulcral, não só no que aos estudos diz respeito, mas acima de tudo uma etapa que irá influenciar todo o percurso de uma vida. é algo que deve ser elogiado, e nunca diminuído. Espero que desfrutes muito desta nova fase da tua vida. Que seja uma etapa que possa realmente abrir muitas janelas e portas. ; D
Beijinho e boa sorte (: *
Parabéns, Marisa, e o resto é conversa. Ainda hoje os meus pais me dizem "não sei como é que conseguiste acabar o curso", o pior é que estão cobertos de razão.
Beijoca!
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